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domingo, 10 de junho de 2012

Deus da Carnificina (Carnage)

Deus da Carnificina é um filme breve que mostra como as pessoas passam da civilidade a um descontrole total, sem cair no ridículo. Aparece também o íntimo de cada um, como as pessoas são de fato, aquilo que dificilmente aparece aos olhos comuns.
É um filme cômico, rende boas risadas. Ah, e tem um elenco de famosos.

Como podem ver, só atores famosos. As atuações foram bem legais! Destaque para Jodie Foster.
Tudo começa com a conversa entre dois casais - um dos filhos de um dos casais bateu no outro - e foram ver como poderiam resolver essa questão.
A conversa entre os casais vai se dando de maneira civilizada, cordial e educada e aos poucos começa a se transformar num tremendo bate-boca: discute-se o casamento, os modos, os princípios morais, o respeito, o convívio até chegar ao deboche, à indiferença, à irritante presença do outro, à incompreensão. Daí já se percebe o clima que vai se tornando... O filme todo acontece numa sala, com cenas rápidas no banheiro e no corredor do elevador.



O que chamou minha atenção foi o fato de que os casamentos de ambos os casais se evidenciaram como incômodos e indesejáveis à medida que a discussão se acalorava.

O homem que fala ao celular o tempo todo, chega a ser hilário! As pessoas não conseguem emendar uma conversa com ele porque a todo momento o celular toca (e ele atende a todas as chamadas).

Uma mulher que tem uma preocupação social, com o coletivo é ridicularizada pelo próprio marido e é uma das que se revelam no final como a mais explosiva.


O outro homem que se mostra preocupado e amável, vai se revelando maldoso e indiferente. Abre um whisky e vai se divertindo com a esposa aos berros.

A outra mulher elegante e delicada faz um show à parte: incita brigas, fica bêbada e vomita (vomita nos catálogos de obras de arte dos anfitriões... rs!).
Ora as mulheres discutem entre si, ora torcem do mesmo lado... 

Ah, os humanos! São o Céu e o Inferno!

O final, quando os créditos começam a aparecer, vemos como as crianças resolveram a questão... Diga-se que foi de modo simples, muito simples. rs!

Nota: 8.