sábado, 19 de novembro de 2011

Lista de filmes 2

Tô fazendo uma lista aleatoriamente de filmes que já assisti e vou postando aos poucos. É claro que não lembro de muitos... Vou tentar dar notas (com muito esforço porque minha memória é péssima)  e também vou dizer qualquer coisa do filme (com muito esforço porque sou péssima em resumir as coisas!) pra vocês terem a mínima noção.
Minha intenção não é falar de cada um não, só os que eu irei assistir daqui pra frente, mas quem sabe eu escreva de algum desses... Alguns foram muito bons e talvez valham à pena escrever sobre eles... Se alguém se interessar, pede aí que eu falo um pouco... rs!

  1. Mártires* Esse é um filme que em breve falarei dele, mas me reservo em não dar nota... Quando eu escrever vocês vão entender... Complexo! rs! Mas posso adiantar que mudou o modo como vejo os filmes.
  2.  Bem me quer, mal me quer.  A protagonista é aquela atriz fofíssima que fez Amélie Polan. Nota: 8,5
  3. Megamente. Uma animação criativa. Nota: 7,5.
  4. Up, altas aventuras.  Animação. Lembro que não gostei. Nota: 3
  5. Meu malvado favorito. Animação. Achei criativo! O vilão é inescrupuloso mas com coração mole. Nota: 7.
  6. Constantine. Gostei muito desse filme. CRiativo com uma velha e batida história sobre a guerra de demônios x anjos / Deus. Ah, e consegue ter pitadas de humor. Nota: 9.
  7. O mundo imaginário do Dr. Parnassus. É o último filme do ator que fez o Coringa no último Batman, Heath Ledger. Inclusive ele morre durante as gravações e tiveram que mudar o enredo. O filme é doido demais, não tenho como dar nota... rs
  8. Cisne Negro. Adorei! Renderia boas reflexões! Nota: 9,5
  9. Onde os fracos não têm vez. Tem o ótimo ator Javier Bardem no papel do psicopata do filme. Nota: 6
  10. Mar adentro. Fala de eutanásia. Acho que se baseou num caso real. Nota: 8

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Um conto chinês

Por sugestão assistimos o trailer desse filme e gostamos muito. Um conto chinês é um filme argentino e se trata de uma comédia interessante. A história é o encontro de um homem, Roberto*, um típico rabugento: solitário, metódico, frio e rude, que trabalha numa loja de ferragens e um chinês, Jun, que aparece perdido e sem falar uma única palavra em espanhol.
*(É o mesmo ator que fez O segredo dos seus olhos, Ricardo Darín. Ele é ótimo!)

Roberto tem umas manias esquisitas, uma delas é colecionar notícias absurdas retiradas do jornal. Esse detalhe é importante. E ele vai tentar conviver com Jun e, sobretudo, ajudar a encontrar o tio dele...
É engraçado a ranzinzadez de Roberto... Ele não quer saber de conhecer Jun, ele quer se livrar da presença incômoda do rapaz, afinal, ele é sozinho. O filme tem esse enredo, que pra mim foi inovador e criativo. 
Mari, a moça apaixonada por Roberto, é quem quebra esse clima - ela é doce e tenta familiarizar Jun.

O interessante é que Roberto não consegue se distanciar de Jun, bate a culpa algumas vezes, e, por fim, cede e conhece um pouco da história de Jun, e aí está o lance! O que sempre pareceu absurdo e sem sentido para Roberto, assume um outro significado... talvez de que as coisas possam ser diferentes. Tanto que o final mostra um Roberto que vai em busca daquilo que ele não se permitia se abrir... Ainda não sei bem o que pensar da mundança de Roberto... O que Jun mostrou pra ele?

Adorei a atuação de Ricardo Darín! Impressionante como em dois filmes de papéis tão distintos - um é um drama/suspense, e este uma comédia - ele consegue interpretar tão bem. Num ele consegue emocionar, noutro fazer rir. 
Eu esperava rir mais, talvez pelo trailer que é muito engraçado, mas gostei!

Ah, e o porquê da vaca? Longa história... rsrsrs!

Nota: 8
Obrigada Lorena pela sugestão! Gostei muito das outras dicas de filme! Quando tiver mais sugestões pode fazer, principalmente se for por aqui... rs!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A Estrada (The Road)

Vi pela segunda vez esse filme, e não foi por acaso, eu simplesmente adorei!

É um filme muito angustiante e assustador. A fotografia é excelente, as paisagens são aterradoras e muito bem feitas. Ótimas atuações, muito boas mesmo! A performance do ator que faz o pai é brilhante - encarnou muito bem o papel, está muito emagrecido (será que mais que o Christian Bale em "O Maquinista"???), completamente envelhecido e nota-se o desespero e a amargura em seu rosto. E olha que ele já fez filme de galã... A atuação do menino também é muito boa.


Eu diria que a sinopse é a seguinte: num mundo pós-apocalíptico, um pai e seu filho (uma criança de uns 10 anos) tentam sobreviver num mundo onde não existem mais qualquer outro tipo de vida exceto alguns seres humanos. Ah, eles não têm nomes, quer dizer, não aparece nenhum nome. Simplesmente porque nesse tipo de mundo não faz o menor sentido ter nome...


São muitas coisas que o filme me fez pensar.
Primeiro uma dicotomia muito interessante que o filho mostra ao longo do filme. Como não tem o quê comer, alguns grupos apelam pro canibalismo, que se torna o grande terror dos dois. Então o filho questiona o pai o tempo todo se eles são os "homens bons" (good guys) e, mesmo famintos não acabariam sendo os "homens maus" (bad guys). O pai sempre afirma que não, sempre serão os "bons".  Só que isso é um conflito para o garoto, porque no filme acontecem cenas muito duras onde o pai é frio e sem humanidade. São "bons" mesmo?


É interessante ver o menino ainda com o espírito humanista, o "fogo" interno, num mundo onde os homens se descaracterizaram enquanto homens, são outra coisa.


Uma cena muito terrível é quando o pai obriga e ameaça um homem que os haviam roubado, mas devolveu o roubo pra eles, a ficar nu. Sabemos que ele vai morrer porque faz muito frio, mas ele não se abala. É triste ver o homem se arrepender, o garoto implorar e o pai não ceder...


Outro ponto muito tocante é o pai ter uma lembrança permanente da esposa, são cenas lindas e emocionantes... Ele tenta "romper" com ela, tira a aliança, mas ela é presente... A cena em que ele literalmente desaba de tristeza diante do piano é muito forte, e parece que ao tocar, ele reata com ela...
Ela não aceita viver nesse tipo de mundo e se mata (isso aparece logo no início, não é um spoiler). Ela diz que o coração dela morreu quando o filho deles nasceu... Brabo!


Mas o dilema que é mais chocante e que é uma constante ao longo do filme é: matar o filho ou deixá-lo à mercê do mundo cruel?


Isso é o tempo todo, permeia a cabeça do pai, que, a qualquer ameaça, ensina ao filho a se matar para poupá-lo de um sofrimento muito maior. É angustiante.
A morte espreita, anda lado-a-lado, mas nas palavras de um velho do filme a morte é um "luxo".


O final é surpreendente, eu sinceramente não esperava que fosse, mas é.


A pergunta que ficou em mim foi: Eu viveria num mundo desse?


A nota: 11!

http://www.youtube.com/watch?v=q9C2ptS5zQs - trailer, eu não gostei do trailer, mas dá uma idéia do filme...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u717953.shtml - notícia na Folha Online

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A condenação (Conviction)

É um filme que conta a história de uma mulher (Betty Anne) que luta incansavelmente pela libertação da prisão de seu irmão (Kenny) que foi condenado a prisão perpétua acusado de ter cometido um assassinato na cidadezinha onde moravam.


Na infância foram muito unidos e faziam travessuras na pequena cidade onde moravam, as travessuras envolviam roubos de doces e invasão das casas... Eles e a mãe já eram velhos conhecidos pelos policiais. Até em abrigos eles vão parar. Bom, Kenny definitivamente era terrível - desobediente, indisciplinado e fanfarrão. Dá pra perceber que os dois irmãos têm uma bela amizade.


Betty Anne dedica sua vida em prol de comprovar a inocência do irmão, chega a irritar! Parece obcecada e cheguei a pensar: "Quero ver se esse irmão for realmente o culpado. O que ela vai fazer?"
Então ela decide cursar Direito, passa na prova a Ordem, faz contatos e, depois de 16 anos de prisão, ela consegue obter provas do julgamento do irmão e consegue um novo julgamento. 


O filme é isso, mostra os esforços heróicos dessa irmã para provar a inocência do irmão. No final sabemos se ele é inocente ou não, mas o que importa nem é o veridicto final, mas sim, do que uma pessoa é capaz de fazer impulsionada por um forte sentimento, no caso, de amor e de justiça.


NIsso tudo, ela não desiste do irmão, vai visitá-lo, reconcilia a relação da filha do irmão com o pai, perde a guarda dos filhos, se separa, briga com sua melhor amiga... Será que seríamos capazes de abrir mão disso tudo em prol de um parente?


No final, ela recupera tudo isso (menos o ex-marido). rs!


Achei o filme cansativo. A atuação de Hilary Swank é ótima! Achei o roteiro não muito original, mesmo tendo sido baseado em fatos reais.


Minha nota: 6.

sábado, 5 de novembro de 2011

Os Homens que encaravam cabras (The Men Who Stare at Goats)

No elenco atores famosos: Ewan McGregor, George Clooney, Kevin Spacey e Jeff Bridges.


É uma comédia um tanto exótica. É, quem viu vai me entender. O filme nos faz rir de coisas que dificilmente imaginamos, e gira em torno de um tema incomum.

O mote do filme é um projeto secreto norte-americano de treinar espiões com capacidades paranormais para espionarem o inimigo, na época a ex-URSS. 
O treinamento eclético-zen-hippie é muito engraçado! Ele prega o amor. O personagem de George Clooney, Lyn, se torna um grande paranormal e o de Kevin Spacey, Larry, se torna bem menos poderoso e invejoso, que acaba por destruir a divisão do exército, onde haviam esses treinamentos, e assume sozinho, de um jeito duro e frio, o projeto. As pessoas se dispersam e se reencontram na época atual, na Guerra do Iraque.

Ah, e as cabras? As cabras são o teste final do soldado paranormal, ele tem de fazê-las morrer com a força do pensamento. Triste não?

As atuações são ótimas e o filme consegue se engraçado. Adorei o final!

Minha nota: 8,5.

Trauma - Dario Argento

Procurando algum filme com uma sinopse interessante do Festival do Rio fomos ver Trauma no CCBB, que teve uma amostra dos filmes de Dario Argento. O engraçado é que a fila estava grande e a sala cheia, com muitos jovens inclusive, já estranhei. O clima era de expectativa... não sabíamos o porquê, até que Dario Argento entrou e foi ovacionado pela galera! Tipo, os fãs estavam com cartazes do filme, dvd's... E nós, sem saber quem era o diretor! rsrs!
Ele, um velhinho simpático, falou um pouco em italiano (que dava pra entender) e contava com um dos produtores da Amostra traduzindo (por sinal muito engraçado), contou um pouco do filme e depois recebeu a galera numa sessão de fotos e autógrafos em plena sala de exibição. Já posso dizer que conheci face-to-face um diretor de cinema internacional! rs

Vamos ao filme.

Trauma conta a história de uma menina (filha do diretor inclusive) que foge de uma clínica psiquiátrica e é interseptada numa tentativa de suicídio por um rapaz que a vê na ponte. Ela volta pra casa e os dois mantém uma amizade. Os pais da garota são esquisitos... a mãe é soturna... Moram nnum grande casarão e os pais fazem sessões espíritas. Numa dessas sessões, a mãe faz uma profecia dizendo que o assassino está entre o grupo presente e, numa espécie de transe, sai de casa andando sem rumo (à noite e no meio da chuva... bem sugestivo...rs), o pai vai atrás, e a filha sai a procura deles no imeso jardim escuro e encontra dois corpos caídos e uma pessoa aparece carregando as cabeças dos seus pais...

Bom, o desenrolar é a menina com o rapaz tentando descobrir quem os assassinou. Detalhe: é um (ou seria umA?) serial killer que decapita suas vítimas em dias de chuva...

O filme é trash... e cômico. Cabeças falam mesmo fora do corpo, as mortes são toscas, tem umas cenas em que os cortes são visíveis, a atuação do casal (da mennina e do rapaz) são fracas e assim, o filme vai ficando longo e cansativo. Mas uma coisa posso dizer, o final é surpreendente (embora surreal)! A morte do assassino em série é fantástica de surreal! rsrsrsrs! Acho que isso eu posso falar sem revelar o final, ele morre com a arma que usava para decapitar suas vítimas... É uma máquina que tem um fio ligado nas suas pontas, fazendo um arco, onde é colocado no pescoço e a máquina vai puxando o fio... Acho que ficou confuso né? rs!
Bom, tem mts clichês tb... e o filme não é tããão velho, é de 1993.
Ahhhh, não poderia esquecer. É explicado no final o motivo pelo qual a pessoa que comete os assassinatos mata; achei surreal. Tipo, ficou um trauma e ela não conseguiu digerir... Então ela mata toda a equipe médica que estava envolvida na cirurgia, no dia estava chovendo e o acidente acontece por causa de um trovão?! E o que um médico estava fazendo com um bisturi naquele tipo de intervenção médica??? Hein? rsrs! 
Enfim, minha nota é 4.

(Espero que os fãs do Dario Argento aceitem minha opinião...rs)